Mais um caso de homofobia em Barão Geraldo.

por João Pedro Mendonça “Portuga”

No último dia 10 de março no Bar Brahma em Barão Geraldo, um casal teve a sua conta fechada e foram escoltados para fora do bar. Agiam normalmente e, como qualquer outro casal, demonstravam o seu afeto e se acariciavam, mas tinham um diferencial: eram homossexuais.

Já são corriqueiras as histórias de gays que são expulsos de bares. Em 2010 aqui mesmo em Barão Geraldo com o casal de lésbicas na Sappore Pizza. Além daqueles que são violentamente agredidos, como o que aconteceu em também no dia 10/03 com dois jovens em Salvador (BA) que foram brutalmente espancados por 6 homens. Sem esquecer dos casos de morte, como a travesti Gardênia que foi assassinada no centro de Campinas no final do ano passado, idêntico ao caso da Camile em 2010.

Os LGBTs passam por diversas situações de opressão em casa, na escola, no trabalho, nas ruas, e essa forma de opressão se chama Homofobia. Embora digam que hoje os homossexuais tem mais direitos, aparecem mais, estão no cinema e na televisão, a homofobia, ao invés de diminuir, tem aumentado ano a ano. O Brasil é o país em que há o maior número de violência contra LGBTs: aqui, um homossexual morre a cada dois dias.

E se os governos não fazem nada em relação a isso, eles também são cúmplices desses crimes. Um exemplo recente é o papelão que a presidente Dilma cumpriu em relação à PLC 122 que criminalizaria a homofobia e o “Projeto Escola Sem Homofobia”, que introduziria o combate a essa opressão nas escolas. Dilma tem enrolado a aprovação da PLC e vetou o chamado Kit Anti-homofobia por ser pressionada pela bancada conservadora e evangélica do congresso.

A criminalização da homofobia e a introdução do combate à opressão nas escolas não acabariam com a homofobia, mas são importantes dispositivos que a combateriam, permitindo os LGBTs a frequentarem bares sem serem expulsos e a saírem à rua sem medo de apanhar ou morrer, seguros de que podem ser e amar quem bem quiserem e como quiserem. Ao mesmo tempo, aqueles que tem aversão às mais diferentes formas de amor, pensariam duas vezes antes de atacar uma pessoa na rua pelo fato dela estar demonstrando a sua afetividade.

– Aprovação da PLC 122 que criminaliza a homofobia.
– Pela aplicação de um Kit Anti-homofobia nas escolas para educar sobre a diversidade sexual. 

Por isso, queremos convidar a todos para debater o tema e juntarem-se neste combate!

Dia 03 de Abril, às 16h no IEL.

Convidados:
Guilherme Rodrigues: integrante da ANEL-SP,
Carlos Caetano: secretaria LGBT do PSTU – Campinas
Janaína: Grupo Identidade.

https://www.facebook.com/events/254260671335580/

Video do lançamento da cartilha!

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