Começou o 1º Congresso da CSP-Conlutas

por João Pedro Mendonça

Começou hoje o 1º Congresso Nacional da CSP-Conlutas em Sumaré-SP, Central Sindical e Popular que ANEL compõe e constrói, colocando o movimento estudantil lado-a-lado das lutas dos trabalhadores.

Durante o dia aconteceu o 1º Encontro de Mulheres da CSP-Conlutas, com a presença de delegados de diversos estados, diferentes setores e movimentos populares, contando até com a presença internacional de Fatma Ramadan, que esteve à frente da recentes lutas egípcias, como também a estudante Daniela, da Federação Nacional dos Estudantes da Costa Rica.

No começo da noite, antes da abertura solene do congresso, o grupo de rap Giria Vermelha (MA) fez uma pequena apresentação do seu rap combativo, colocando o Hip Hop como instrumento de luta dos trabalhadores no combate à opressão e exploração imposta pela burguesia, consignais do Hip Hop militante do movimento “Quilombo Urbano”.

“então, mova-se pra ver se a coisa muda
a arte pela arte para nós é surda e muda
não nos fede e não cheira
pra periferia tem que ir pra lixeira” (Lutar é preciso).

A mesa de abertura contou com representantes da CSP-CONLUTAS, Intersindical, UGT, Frente Nacional de Resistência Urbana, do Movimento de Resistência Quilombola, PSTU, PSOL, com Dircen Verón dos Indigenas Kaiowá-Guarani, e com as participações estrangeiras dos estudantes secundaristas do Chile e com a Egípcia Fatma Ramadan, entre outros convidados.

Cabo Daciolo, lider da greve dos bombeiros do RJ também saudou o Congresso e quando reparou no meio da plateia o grupo de estudantes com camisetas e bandeiras da ANEL, falou sobre a importância do apoio desses estudantes à greve da sua categoria e pediu para que cantássemos a palavra de ordem: “1, 2 3 4 5 mil e viva a aliança operário-estudantil”.

É com essa pluralidade na composição da Central Sindical e Popular que une organizações sindicais, populares, estudantil e de combate às opressões, que a ANEL reitera o seu apoio à CSP-Conlutas e se consolida como uma das forças ativas no fortalecimento desta entidade de luta dos trabalhadores e dos setores oprimidos, forte graças à sua independência diante ao governo e aos patrões.

Viva à CSP-Conlutas!
Viva à aliança operário-estudantil!
Viva à luta dos trabalhadores no mundo!

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SÓ A LUTA MUDA A VIDA!!!

Destacado

Movimento estudantil conquista circular externo e garante maior segurança às mulheres

por Ligia Carrasco*

Julho de 2011 foi um mês em que poucas mulheres da comunidade de Barão Geraldo poderão se esquecer. Fomos surpreendidas por uma série de estupros seguidos: três casos em duas semanas.

Essa situação alarmante obrigou que nós mulheres tivéssemos de nos preocupar em não andarmos sozinhas pelas ruas, que pensássemos as roupas que iríamos vestir, que andássemos com medo e angustiadas a todo tempo pelas ruas de Barão Geraldo. Será que não é possível que andemos pelas ruas sem medo de sermos constrangidas a qualquer momento? Será que é possível que não sejamos submetidas às piores formas de agressão física, psicológica ou sexual?

Nesse momento, nós mulheres respondemos que se não é possível, então nós vamos à luta! Ao passo em que a polícia nos dizia que “a situação estava sob controle” e que as “estatísticas estavam dentro da normalidade”, nós mulheres dissemos que não somos apenas mais um número dentro das estatísticas absurdas que o machismo faz com que as pessoas acreditem ser a normalidade.

ANEL presente

A partir de reuniões semanais de planejamento contra a violência às mulheres chamamos a todas as indignadas e indignados que se somassem para juntos nos fortalecermos e darmos uma resposta a uma situação que não poderíamos aceitar caladas.

O combate ao Machismo também é tarefa dos homens!

A ANEL foi parte ativa desse processo ao construir as reuniões, passar em salas colhendo assinaturas para os manifestos escritos a partir das reuniões, ajudar na construção e no chamado aos atos no centro de Campinas e em Barão Geraldo e em tudo que fosse possível.

Lembramo-nos tristemente das barbaridades que o machismo causou às mulheres de Barão Geraldo e que causa diariamente a todas as mulheres, onde o machismo, enquanto ideologia predominante, tem o estupro como sua face mais perversa, mas que também se manifesta, muitas vezes mascarado, a todos os momentos.

Mas nos lembraremos também, muito felizes, como só a luta muda a vida!

Toda nossa força manifestada de maneira conjunta e todo esforço em reivindicar mais segurança para todas nos trouxe frutos. Fizemos atos com centenas de pessoas em Barão Geraldo e uma Marcha das Vadias no centro de Campinas. Mostramos que o movimento estudantil pode se organizar – e com muita força! – para dizer basta e reivindicar seus direitos .

A luta não acabou!

Neste mês de abril, passa a funcionar um ônibus Circular Externo ampliando, assim, os trajetos percorridos desde a Unicamp até as avenidas principais de barão. Este circular cobrirá não só o trajeto até a Moradia Estudantil, como também as regiões da Avenida 1, centro de Barão Geraldo e da Avenida 3, irá parar em mais pontos pelo caminho e funcionará a partir das 18 horas.

No entanto, vencemos apenas uma batalha e ainda não ganhamos a guerra contra o machismo e pela garantia de vivermos livres e seguras. A conquista do ônibus é um grande passo, mas nossas reivindicações não se esgotam ai. Afinal, por exemplo, seja dentro do campus universitário ou pelo resto de Barão Geraldo nos deparamos ainda com uma iluminação precária e inexistente em algumas regiões. Sem contar a falta de poda de árvores e de grama que combinada com a falta de iluminação só favorece para aumentar a nossa insegurança e que mais casos de violência se repitam, especialmente à mulher.

Outro ponto é a assistência às vítimas, ainda reivindicamos o funcionamento 24 horas da delegacia da mulher, para que as vítimas possam ser acudidas e registrar as denúncias de violência a qualquer hora do dia; como também a garantia de funcionários públicos, de vigilantes do campus a atendentes dos hospitais , treinados para o atendimento psicológico e à saúde das vítimas.

Esta vitória é o exemplo de que os estudantes organizados tem muita força e só lutando poderemos garantir mais avanços para nós mulheres e para todos os estudantes, afinal, ainda há muito que ser conquistado!

À luta, companheir@s!

“A nossa luta é todo o dia, somos mulheres e não mercadoria.”

Passeata conta a onda de estupros, com bloco da "Marcha das Vadias"

Novo itinerário do circular Moradia-Unicamp:

http://www.prefeitura.unicamp.br/prefe/site-novo/circularmoradia-normal2.pdf

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ANEL lança cartilha LGBT na Unicamp

por Ligia Carrasco
 
 Na última terça-feira, 03 de abril, foi realizada uma atividade de lançamento da Cartilha
LGBT da ANEL. A atividade ocorreu no anfiteatro do IEL/Unicamp e sua mesa contou com a presença de Guilherme, membro da ANEL e colaborador da cartilha e também de Carlos, membro da CSP-Conlutas e professor da rede pública de Campinas. Além dos palestrantes contamos também com a presença de diversos estudantes dos mais variados cursos.

 

Durante as exposições feitas tanto por Guilherme e Carlos como por todos os participantes, com questionamentos ou contribuições ao debate, muito se pôde desenvolver em conjunto acerca do tema. E é exatamente isso que nós da ANEL esperamos poder proporcionar com esse novo material que é a Cartilha LGBT: abrir espaço para que todos possamos entender e elaborar de maneira cada vez mais avançada o debate sobre o que é a homofobia e como fazer para combatê-la.

 
Assim caminhou, então, a discussão. Pudemos ter uma grande explicação sobre alguns conceitos de enorme relevância para que se possa ser entendida a origem da homofobia, tais como sexualidade, gênero e orientação sexual, que dentro de suas significações não só ajudam na qualidade das elaborações, mas também alertam para a maneira como algumas palavras, piadas ou termos podem ser homofóbicos e oprimir um LGBT.

 
Dentre tantos pontos importantes outro debate muito prolongado e necessário durante a atividade foi o problema da homofobia nas escolas. O ambiente escolar, desde muito cedo, é um local onde o conteúdo homofóbico tem morada e, consequentemente, consequências cruéis. Desde os materias escolares que pregam maneiras “corretas” de se relacionar até todas as piadinhas direcionadas aos LGBTs, a perseguição por parte dos professores e diretoria e ameaças de agressão física, tudo isso, faz parte do caráter das escolas. Ao mesmo tempo em que a homofobia nas escolas é um problema tão cotidiano, os professores não possuem o menor preparo para lidar com a questão por ausência de investimentos tanto em políticas públicas específicas como em melhor formação aos professores acerca do tema.

 
Ao passo que a presidente Dilma vetou o projeto “Escola sem homofobia”, o movimento LGBT em especial, mas também movimento estudantil e movimentos sociais como um todo, sofreram uma derrota sendo mais uma vez a discussão sobre diversidade sexual deixada de lado e longe das escolas.

 
Assim, surge a iniciativa da Cartilha LGBT da ANEL. No I Congresso da ANEL, em 2011, os 1700 estudantes participantes votaram por unanimidade a elaboração de uma cartilha como resposta à homofóbica política governamental. Desde então viemos promovendo debates como este do lançamento da Cartilha e, dessa maneira, ampliando os espaços de discussão sobre um problema tão grande como a homofobia e as opressões todas, que urgem em ser combatidas.

 

Criminalização da homofobia! Aprovação imediata do PLC 122 original!

Pela revogação do veto de Dilma ao projeto “Escola sem homofobia”!
Por 10% do PIB para a educação pública já! Não ao PNE do governo!

 
Para adquirir sua Cartilha procure os estudantes que constroem a ANEL.

  

Mais um caso de homofobia em Barão Geraldo.

por João Pedro Mendonça “Portuga”

No último dia 10 de março no Bar Brahma em Barão Geraldo, um casal teve a sua conta fechada e foram escoltados para fora do bar. Agiam normalmente e, como qualquer outro casal, demonstravam o seu afeto e se acariciavam, mas tinham um diferencial: eram homossexuais.

Já são corriqueiras as histórias de gays que são expulsos de bares. Em 2010 aqui mesmo em Barão Geraldo com o casal de lésbicas na Sappore Pizza. Além daqueles que são violentamente agredidos, como o que aconteceu em também no dia 10/03 com dois jovens em Salvador (BA) que foram brutalmente espancados por 6 homens. Sem esquecer dos casos de morte, como a travesti Gardênia que foi assassinada no centro de Campinas no final do ano passado, idêntico ao caso da Camile em 2010.

Os LGBTs passam por diversas situações de opressão em casa, na escola, no trabalho, nas ruas, e essa forma de opressão se chama Homofobia. Embora digam que hoje os homossexuais tem mais direitos, aparecem mais, estão no cinema e na televisão, a homofobia, ao invés de diminuir, tem aumentado ano a ano. O Brasil é o país em que há o maior número de violência contra LGBTs: aqui, um homossexual morre a cada dois dias.

E se os governos não fazem nada em relação a isso, eles também são cúmplices desses crimes. Um exemplo recente é o papelão que a presidente Dilma cumpriu em relação à PLC 122 que criminalizaria a homofobia e o “Projeto Escola Sem Homofobia”, que introduziria o combate a essa opressão nas escolas. Dilma tem enrolado a aprovação da PLC e vetou o chamado Kit Anti-homofobia por ser pressionada pela bancada conservadora e evangélica do congresso.

A criminalização da homofobia e a introdução do combate à opressão nas escolas não acabariam com a homofobia, mas são importantes dispositivos que a combateriam, permitindo os LGBTs a frequentarem bares sem serem expulsos e a saírem à rua sem medo de apanhar ou morrer, seguros de que podem ser e amar quem bem quiserem e como quiserem. Ao mesmo tempo, aqueles que tem aversão às mais diferentes formas de amor, pensariam duas vezes antes de atacar uma pessoa na rua pelo fato dela estar demonstrando a sua afetividade.

– Aprovação da PLC 122 que criminaliza a homofobia.
– Pela aplicação de um Kit Anti-homofobia nas escolas para educar sobre a diversidade sexual. 

Por isso, queremos convidar a todos para debater o tema e juntarem-se neste combate!

Dia 03 de Abril, às 16h no IEL.

Convidados:
Guilherme Rodrigues: integrante da ANEL-SP,
Carlos Caetano: secretaria LGBT do PSTU – Campinas
Janaína: Grupo Identidade.

https://www.facebook.com/events/254260671335580/

Video do lançamento da cartilha!