Contagem regressiva para o I Congresso da ANEL!

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Resoluções Aprovadas na 4° Assembleia Estadual da ANEL SP

Resoluções Aprovadas na 4° Assembleia Estadual da ANEL SP

15 de Maio de 2011 na sede da APEOESP

  • ANEL contra todas as formas de opressão

– Seguir campanha estadual pelo fim da violência aos homossexuais, contra o avanço dos setores de extrema direita, pela liberdade sexual e contra a repressão sexual do Estado e suas Instituições, dando centralidade pela aprovação do PLC 122, que criminaliza a homofobia (sem deformações como, por exemplo, as colocadas pela senadora Marta Suplicy), realizando debates sobre o tema, participando dos atos, etc;

– Exigir que a união estável seja aprovada no Congresso Nacional;

– Participar da Marcha do Dia 18 de Maio em Brasília;

– Participar do ato às 18 horas (15/05) no largo do Arouche contra a homofobia;

– Seguir levando o debate sobre as Opressões nas escolas e Universidades, sem esquecer de pautar a luta de todos os setores: negros e negras, mulheres e LGBT’s;

– Estimular festas contra as Opressões nas Universidades e Escolas.

  • Criminalização dos Movimentos Sociais

– Realizar uma campanha contra a criminalização e repressão dos movimentos sociais no estado de São Paulo e em especial no movimento estudantil, em resposta a casos como os ocorridos este ano na UNICAMP, UNESP, USP, PUC, FAPSS, FSA, etc;

– Apoiar e prestar solidariedade a todas iniciativas de resistência e combate a criminalização dos movimentos sociais;

– Articular com CSP-Conlutas-SP iniciativas conjuntas relativas à Campanha contra a criminalização dos movimentos (adesivos, debates, etc);

– Contribuir na construção do Conselho de Entidades dos Estudantes da Unesp e da Fatec, concretizando a campanha contra a criminalização e repressão dos movimentos sociais (dias 21 e 22 de maio).

  • A terceirização no país

– Todo apoio aos trabalhadores em luta como os terceirizados da USP e da construção civil de Jirau e Suape! Garantia dos direitos, reajustes dos salários e contra qualquer demissão e perseguição dos trabalhadores;

– Contra a terceirização e privatização! Reabertura imediata dos concursos públicos para cargos extintos por FHC durante a década de 90 como, por exemplo, das áreas de limpeza, transporte, segurança e alimentação. Efetivação imediata, sem concurso, dos trabalhadores terceirizados que já trabalham, no quadro de funcionários das universidades e escolas, garantindo todos os direitos.

– Que a ANEL SP fomente a construção de uma resolução ao 1° Congresso da ANEL sobre o tema da terceirização apontando a necessidade de impulsionar uma Campanha Nacional contra Terceirização (incorporando os eixos votados acima.)

  • Educação

– Organizar no estado de São Paulo a campanha nacional da ANEL pela destinação imediata de 10 % do PIB para educação e contra o PNE do Governo, reafirmando o programa da ANEL em defesa da Educação Pública, gratuita e de qualidade.

– Iniciativas relacionadas à campanha: Participar da articulação da campanha pelos 10 % do PIB para educação e de suas iniciativas como o plebiscito nacional em defesa dessa bandeira.

– Contra os cortes de verbas da educação feitos pelo Governo Dilma e suas conseqüências nas escolas, universidades e nos estados.

– Todo apoio a luta dos professores, funcionários e estudantes das ETE’s! Participação da ANEL SP no ato do dia 20/05.

  • Congresso da ANEL

– Entendo a centralidade que o estado de São Paulo tem na construção do 1° Congresso da ANEL e a importância das lutas que se desenvolveram em diversas universidades e escolas do estado no último período, as entidades, coletivos e oposições presentes nesta assembléia se comprometem a realizar desde já as eleições de delegados, com debates políticos e discussões, ao congresso em todos os cursos e escolas do estado onde estamos inseridos.

– Delegado eleito é delegado pago! Iniciar desde já as iniciativas financeiras para garantir a ida da delegação do estado de SP para o 1° Congresso da ANEL. Vender as rifas nacionais, realizar pedágios, festas, livro-ouro, rifa estadual, e demais iniciativas para fazer finanças de forma independente.

– Indicar ao Conselho de Entidades dos Estudantes da Unesp e da Fatec um chamado a construção do 1° Congresso da ANEL.

  • Atualizações na Executiva Estadual ANEL SP

Otávio – UNICAMP

Mayara – FSA

Patricia – USP

David – UFSCar

Maria Clara – UNIFESP Santos

Isadora – ETE Carlos de Campos

Membro do CAELL/USP

Carlinha – UNICAMP

+ Cinco membros (votados pelas entidades) do Bloco ANEL às Ruas

MOÇÕES                                                                                                          

– Repúdio a declaração do deputado Paulinho da Força sobre a questão de Suape (mulheres, prostituição)
– Repúdio às declarações homofóbicas e preconceituosas do deputado Jair Bolsonaro.
– Repúdio Rafinha Bastos (machismo)
– Apoio a luta das ETE’s

ANEL-SP Convoca: Assembléia Estadual 15/05

ANEL- SP Convoca: Assembléia Estadual

O ano de 2011 começou com grandes movimentações.

TODOS Contra os Cortes de Dilma à educação

O corte de verbas recorde de R$ 50 bilhões, anunciado pelo governo Dilma, atingiu a educação em cheio, levando de seus cofres cerca de R$ 3 bilhões.

O governo federal prioriza claramente o pagamento da dívida externa, que beneficia somente banqueiros e empresários, enquanto as áreas sociais pedem socorro.

A educação, que já vinha mal das pernas, agora sofre ainda mais com o corte de verbas e os resultados são sentidos em todo o país. Porém, o movimento estudantil não cruzou os braços, e enfrentou cada um desses ataques:

UNB AlagadaNa UNB, as frequentes enchentes nas salas de aula levaram os estudantes a um grande ato em frente ao MEC, reivindicando a solução do problema de infra estrutura e falta de verbas na universidade.

Na UFRJ, o teto da faculdade de serviço social desabou, arruinando ainda mais o já precário campus da Praia Vermelha, que também passou por um incêndio no início do ano.

Na USP, as trabalhadoras terceirizadas da limpeza, com o apoio incondicional dos estudantes, fizeram uma bela manifestação reivindicando o recebimento dos salários atrasados.

Charge de jazz.md

Na Unicamp, a ocupação da moradia foi a resposta encontrada pelos estudantes frente à falta de vagas e descaso com a política de assistência estudantil.

Manifestações contra o aumento das passagens também marcaram o início das aulasem diversas cidades do país, com grande destaque para os atos em São Paulo, que reuniram milhares de pessoas.

A ANEL esteve presente em cada uma dessas mobilizações e se coloca a serviço de continuar lutando pelos direitos e interesses dos estudantes!

É chegada a hora de discutir a articulação de todas essas lutas a nível nacional, a partir da preparação do 1º Congresso da ANEL, e fortalecer nossa resistência.

No Estado de São Paulo, convidamos todos os estudantes, universitários e secundaristas, para debaterem a realidade de suas escolas e universidades, suas lutas e reivindicações, durante a IV Assembléia Estadual da ANEL, que será realizada no dia 15/05 (domingo), à partir das 09h.

Em Campinas organizaremos transporte entrem em contato com anelzinhacps@gmail.com ou (19) 8165-8182

PROGRAMAÇÃO

MANHÃ

Informe sobre o 1° Congresso Nacional da ANEL

Mesa: Virada contra a homofobia
Convidados para a mesa: Conlutas -SP, Guilherme estudante da USP- Letras, Somos Coloridos (grupo da FSA), outras organizações.

TARDE

Grupos de discussão divididos por tema:
1- PNE
2- Tercerização
3- Opressões

Com o fim dos trabalhos: Plenária final

Manifesto dos estudantes em defesa da candidatura do Prof. Alvaro Bianchi (MS-3) ao CONSU – Eleições 2011

Manifesto dos estudantes em defesa da candidatura do Prof. Alvaro Bianchi (MS-3) ao CONSU – Eleições 2011

A difícil situação pela qual passa a Universidade brasileira hoje, com a falta brutal de investimentos de ensino, pesquisa e extensão, bem como a precarização das condições do trabalho docente e técnico-administrativo, faz parte também da realidade dos estudantes da graduação e pós-graduação da Unicamp. A Unicamp “está em estado de emergência”; no momento em que mais precisamos encontrar alternativas coletivas para esses problemas, a nossa atual Reitoria fecha suas portas e atua de maneira anti-democrática. Isso se expressa na forma como é realizada a eleição para o Conselho Universitário (CONSU): a representação eleita pelos docentes é inferior ao número de conselheiros “permanentes” (que ocupam cadeiras no Conselho sem terem sido eleitos para esse fim). A falta de democracia também se verifica nas perseguições realizadas pela administração central da Universidade aos  funcionários e estudantes que participaram das manifestações realizadas nos últimos dois anos em defesa da Universidade.
   Mais do que nunca, é preciso unificar os três segmentos (estudantes, professores, funcionários) e retomar a construção de um projeto de educação superior alternativo ao vigente. Nesse sentido, manifestamos nosso apoio à candidatura do Prof. Alvaro Bianchi, entendendo que sua atuação no CONSU pode somar forças a esse movimento necessário.
Reproduzimos aqui a pauta de sua campanha:
1. Contratação imediata, por concurso público de 297 professores da carreira MS e 1.259 funcionários técnico-administrativos, restabelecendo o quadro funcional equivalente ao ano de 1994.
2. Compromisso institucional com o aumento da cota-parte do ICMS para as universidades de 9,57% para 11,5%. 
3. Democratização efetiva das políticas de acesso à universidade com a criação de cursos noturnos e ampliação das políticas de permanência estudantil.
4. Contra a criminalização dos movimentos sindicais e estudantis da Unicamp. Pela retirada de todos os processos administrativos contra estudantes e funcionários que se lutam.
5. Ampliação do CONSU e da representação eleita dos docentes, funcionários e estudantes.
6. Estatuinte universitária.

Assinam esse manifesto (enviar novas assinaturas para danixhm@yahoo.com.br ou otaviocj@gmail.com):
  1. Centro Acadêmico de Ciências Humanas
  2. Aldrey Cristina Iscaro (Mestranda em Ciência Política)
  3. Alexandre Vander Velden (Graduando em História)
  4. Ana Elisa Cruz Corrêa (mestranda em ciência política)
  5. Antonio Brunheira Jr. (Graduando em História)
  6. Bruna Santinho (Graduanda em Ciências Sociais)
  7. Caique Bartolo (Graduando em Ciências Sociais)
  8. Camila Góes (Graduanda em Ciências Sociais)
  9. Carolina Filho (Graduanda em Ciências Sociais)
  10. Caue H. P. Silva (Graduando em Ciências Sociais)
  11. Daniela Mussi (Doutoranda em Ciência Política)
  12. Danilo Martuscelli (Doutorando em Ciência Política)
  13. Elisa Pornau
  14. Fabio R. Busso (Graduando em Ciências Sociais)
  15. Flavio Pereira (Graduando em Ciências Sociais)
  16. Gabriel Fardim (Graduando em Ciências Sociais)
  17. Giulliane de Almeida Brandão (Graduanda em Ciências Sociais)
  18. Iaci Maria Teixeira
  19. Isabela Amante (Graduanda em Ciências Sociais)
  20. João de A. R. Campinho (Mestrando em Ciência Política)
  21. João de Regina (Graduando em Ciências Sociais)
  22. João Pedro Mendonça (Graduando em Ciências Sociais)
  23. Laís Caçula (Graduanda em Ciências Sociais)
  24. Leonardo Minelli (Graduando em Ciências Sociais)
  25. Liliane Bordignon (Graduanda em Ciências Sociais)
  26. Luciana Aliaga (Doutoranda em Ciência Política)
  27. Luciana Nogueira (Doutoranda em Linguística)
  28. Luiz Fernando Rodrigues (Graduando em Letras)
  29. Luiz H. Lessa (Graduando em Ciências Sociais)
  30. Maíra Bichir (Mestranda em Ciência Política)
  31. Marcelo Saraiva (Graduando em História)
  32. Marina Serva (Graduanda em Ciências Sociais)
  33. Mário Carneiro
  34. Miguel Damba (Graduando em Artes Cênicas)
  35. Milena Bagetti (Doutoranda em Ciência de Alimentos)
  36. Otávio Calegari Jorge (Mestrando em Sociologia)
  37. Patrícia Rocha Lemos (Mestranda em Ciência Política)
  38. Rafael Tadeu dos Santos Mano (Mestrando em Sociologia)
  39. Renato Cesar Fernandes (Mestre em Ciência Política)
  40. Rodolfo Dias Palazzo (mestrando em Ciência Política)
  41. Sabrina Areco (Doutoranda em Ciência Política
  42. Susana D. Rizzoto (Graduanda em Ciênciais Sociais)
  43. Sydnei Ulisses de Melo Jr. (Graduando em Ciências Sociais)
  44. Thaís Lima Martim (Graduanda em Ciências Sociais)
  45. Thiago Trindade (doutorando em Ciências Sociais)
  46. Verônica Gomes (Mestranda em Ciência Política)
  47. Vinícius Almeida (Mestrando em Ciência Política)
  48. Vinicius de Mattos (Graduando em Ciências Sociais)
  49. Vinicius Ribeiro A. Teixeira (Graduando em Ciências Sociais)
  50. Yan Caramel (Graduando em Ciências Sociais)

A ANEL COLOCA NA RODA O DEBATE SOBRE AS OPRESSÕES

É HORA DA VIRADA!
A ANEL COLOCA NA RODA O DEBATE SOBRE AS OPRESSÕES

No dia 28/04 houve uma atividade artística cultural no IFCH, organizada pelos ativistas que constroem o I Congresso Nacional da ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre). Durante a atividade, foram distribuídos adesivos da campanha “É hora da virada contra a homofobia” (campanha impulsionada pela ANEL e CSP-Conlutas), que foram extremamente bem recebidos pelas pessoas em geral, que os colavam em suas roupas. No entanto, infelizmente, na mesma noite tivemos um exemplo nítido do quanto é atrasado o debate acerca das opressões, mesmo entre aqueles que se reivindicam “progressistas” e “sem preconceitos”, artistas e público universitário.

Durante a atividade, da qual participavam muitas pessoas de diversos institutos, a banda “Los Cones” tocou duas músicas que expressavam machismo e homofobia, momento em que alguns ativistas da ANEL interromperam a banda no microfone, quando o espaço se polarizou entre “Toca!” e “Não toca!”.  Essa questão repercutiu pela universidade e também na internet, e queremos entrar no debate com aquilo que consideramos central em tudo o que aconteceu. A princípio é interessante, a nosso ver, que esse fato tenha ocorrido. Sem ele não seria possível discutir com tanta abrangência uma temática tão importante, e sobretudo presente para aqueles que convivem diariamente com a opressão.

Antes de mais nada, passemos ao conteúdo das letras, que cabe ressaltar, na opinião da banda não são opressoras. “Priscilly” fala de um transexual que se prostitui. Descreve o mesmo da seguinte maneira: “Uma barba rala, pelos em suas pernas, deformidades em seu rosto”. Em seguida, diz que, para um heterossexual à procura de uma prostituta, encontrar um transexual (de quem ele logo irá querer “se livrar”) é uma “cena tensa e dramática”. Para que não fiquem dúvidas, basta pensarmos se uma música como essa seria bem recebida num espaço organizado em defesa do movimento LGBTT, com a presença de transexuais. Para nós, é evidente que não. Trata de um transexual como simples objeto de desejo e/ou desprezo sexual, como uma mercadoria desumanizada, sem vontades. Já “Prezeppada” é uma música sobre uma “depravada sexual” da qual o cara da música “não abre mão” porque ela o satisfaz, que submete a mulher a uma condição de não poder decidir sobre sua própria vida sexual sem ser também mercantilizada ou tratada como “vadia”.

Para além da objetividade da opressão nos conteúdos, gostaríamos de avançar no debate quanto a forma como o machismo e a homofobia são discutidos. Ao contrário de argumentos que surgiram de que a prática da ANEL foi de censurar a banda, nós damos a esse fato um outro nome: combate às opressões. Argumentos levantados contra a ANEL foram tais como “o público pediu” ou “os próprios artistas não se consideram homofóbicos ou machistas”. Pois bem, a luta contra as opressões passa necessariamente por se enfrentar com as situações mais cotidianas, com públicos e sujeitos diversos, mesmo que esses não reconheçam o caráter de sua própria prática. Serão os homens os primeiros a perceber o machismo em seu próprio comportamento? Serão os heterossexuais os primeiros a perceber o que é a homofobia? Para nós da ANEL, a disposição de qualquer ativista ou qualquer pessoa que se indigne com situações de opressão é fundamental e será sempre causador de conflitos. Trata-se de um questionamento que nada contra a maré, numa sociedade que impede que as pessoas manifestem sua orientação sexual, sua cor ou gênero.

Reafirmamos o conteúdo do adesivo distribuído na festa: é hora da virada, para nós não é possível que os setores oprimidos tenham que abaixar a cabeça e levar constrangidos a sua opressão para casa. Não podemos relativizar a supressão das diferenças, sua transformação em desigualdades. A ANEL é parte daqueles que tras em seu programa e em sua prática cotidiana o combate a qualquer postura como essa a que presenciamos.

Nenhuma tolerância a nenhum tipo de opressão!

Fica o convite: no dia 15/05 acontece a Assembléia Estadual da ANEL (SP), onde teremos como debate na mesa de abertura a Luta contra a Homofobia.